Se o ciclo de desenvolvimento de Black Myth: Wukong serviu de parâmetro, podemos esperar uma longa espera pela continuação, Black Myth: Zhong Kui. O sucessor foi anunciado há cerca de um ano por meio de um trailer cinematográfico e, meses depois, teve sua chegada aos consoles confirmada. Mas convenhamos: isso é praticamente um jogo de PS6.
Diante desse cenário, uma pergunta natural surgiu: a Game Science consideraria utilizar inteligência artificial para acelerar o processo de produção? A questão foi direcionada ao cofundador do estúdio, Yang Qi, através da plataforma chinesa Weibo — com eco nos portais GamerSky e Noisy Pixel.
“Não temos planos de usar IA”, diz cofundador
Para alívio de quem já está cansado de ouvir sobre como a IA generativa está sendo usada para criar ativos temporários durante o desenvolvimento, Yang foi direto: a empresa não tem planos de adotar a tecnologia.
Em vez disso, a equipe continuará confiando nos métodos tradicionais — o que faz todo o sentido quando se lembra do impacto artístico de Black Myth: Wukong. O jogo é visualmente deslumbrante, e a Game Science certamente quer repetir — ou superar — esse nível de excelência com Zhong Kui.
“A IA ainda não está pronta”, completa executivo
Apesar da posição firme, Yang não soa completamente contrário à tecnologia. Ele sugere que a inteligência artificial simplesmente ainda não está madura o suficiente para beneficiar os prazos de produção do estúdio — o que indica uma postura pragmática, e não necessariamente ideológica.
O tema, claro, continua sendo altamente controverso em tudo que envolve criação artística. Mas não há como negar que muitos estúdios já estão usando IA — e os exemplos não faltam. Ativos gerados por algoritmos têm sido identificados em jogos já lançados, muitas vezes sendo rapidamente substituídos por meio de patches, com os desenvolvedores alegando que “passaram despercebidos” na fase final.
Ainda assim, as evidências estão aí para quem quiser ver.
FONTE: noisypixel.net